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2012-11-29

Deprimente

Carlos Zorrinho falava aos jornalistas no final da reunião do Grupo Parlamentar do PS, ocasião em que acusou Pedro Passos Coelho de não apresentar «uma única solução para o país». «Foi uma entrevista deprimente e em que falou sobre medidas para ..." #CC+

Carta aberta

Mário Soares e outros signatários de uma carta aberta ao primeiro-ministro exigem que Pedro Passos Coelho mude de políticas e que, caso não o faça, deverá demitir-se. #CC+

2012-06-06

No limite


Dizem os barómetros. As pessoas chamam-lhes apenas incompetentes.

2012-06-05

O trambolhão

O primeiro de muitos que hão-de vir.

A partir de agora vai ser de derrota em derrota até à derrota final. Ou coisa pior.

De facto o PSD é um partido de causas. Para começar é a causa deste descalabro.

2012-06-04

Um visionário


É aquele que vê o que mais ninguém vê.

E depois, em política como na vida, há gente muito mentirosa.

2012-05-30

Erro de casting ou dark side?


Relvas não foi um ‘erro de casting’ do primeiro-ministro, ou aproveitaria agora para o demitir. Passos Coelho conhece-o bem e precisa dele como já precisou para ser eleito. Relvas é uma espécie de dark side de Passos Coelho, o seu lado sombrio, subterrâneo, mas consciente. Funcionam como um todo, daí que não seja de estranhar o poder de mandar calar um Governo inteiro. Agora, ameaças, nunca! Há liberdade de imprensa.

2012-05-29

A dupla ou a tripla?


Por último, esta ideia de remeter o processo para a ERC é muito original: como se sabe, a ERC é uma entidade reguladora (teoricamente) independente, mas o Governo intervém no processo de designação dos seus membros. Aliás, se verificarmos com atenção, os membros designados pelo executivo são pessoas próximas de Miguel Relvas. Por conseguinte, esta ideia do Governo (e da bancada do PSD) de rejeitar a audição de Relvas no Parlamento, remetendo o caso para a ERC é a forma encontrada para matar o assunto subtilmente. Aproveito, ainda, para acrescentar que a opinião divergente da directora do Público face à posição do Conselho de Redacção não causa estranheza: há redacções sobre as quais Miguel Relvas tem quase um poder paternal sobre elas, resultado de muitos anos a acarinhar jornalistas - Relvas considera que a melhor forma de conquistar e perpetuar o poder é dominar os jornalistas. Atenção: não assevero que os jornalistas do Público (ou o seu Conselho de Redacção) se encontram numa posição de subserviência face a Miguel Relvas, mas sei, por conhecimento pessoa, que há muito boa gente, no meio da comunicação social, que tem pavor (que se confunde em certos casos com admiração) de Miguel Relvas. Nós já conhecemos a decisão da ERC: nada se irá provar. E vamos continuar todos felizes e contentes, até à próxima jogada de Relvas, Silva Carvalho; Carvalho, Relvas - a dupla que melhor define o que é a nossa democracia actualmente.

2012-05-25

A maturidade de uma democracia

Em qualquer democracia madura, um membro do Governo que o fizesse, nem era preciso ser uma figura muito relevante, não ficaria nem mais um minuto no seu cargo. Verdadeiramente criminoso é ameaçar alguém de que irá pôr a circular assuntos da esfera privada dum jornalista se este publicar uma notícia. É que isto tem um nome: chama-se chantagem. Nem vale a pena discorrer sobre as características de personalidade duma pessoa que possa ter feito este género de ameaças, nem sobre a possibilidade de alguém que tenha tido este tipo de comportamento ser ministro, nem sobre o possível sentimento de impunidade que tudo isto revela. 

Por estas opiniões é que Pedro Marques Lopes constitui, cada vez mais, uma referência positiva no quadro de comentadores do costume, enfeudados e bem comportados. Um opinador a seguir com atenção. E respeito.

2012-05-24

O contrafogo


É uma técnica muito usada no combate a incêndios. E não apenas florestais ou de relvados.


Passos logo no dia seguinte reitera a confiança política na entidade. E continua a fazer de conta. Pensam eles que ficam todos bem na fotografia.

Não ficam.

Realmente era assim que se fazia política... no século passado.

2012-05-23

Coisinhas simples


O que vale é que esta malta fez, em devido tempo, a sua declaração de interesses pró-Passos.  E o Relvas vem no pacote. E ninguém pode dizer o contrário daquilo que eles pensam. Os donos do ridículo...Perdão. Da verdade.

2012-05-22

Inexistências


Relvas já devia ter sido demitido pelo modo leviano e enganador como tratou os deputados da comissão parlamentar na audição a respeito da sua relação com Jorge Silva Carvalho. Acontece que para tal ser possível era necessário que o Primeiro-Ministro tivesse existência própria, e não a tem. Passos e Relvas são exacta e literalmente as duas faces da mesma péssima moeda. Se Relvas cair, Passos não se aguenta. Assim, Relvas não pode cair. Isso levanta uma questão fascinante: sendo impossível não atribuir credibilidade à posição do Público, o modo como se vai manter Relvas no Governo será um capítulo historicamente novo na política nacional. E o que Seguro então fizer, ou não fizer, será igualmente definidor do seu destino no PS.

2012-05-21

O omnisapiente



Foi por isso que o foram buscar de urgência para a audição do Miguel na Comissão.

E também para fazer a defesa da inocência e da competência de Silva Carvalho. Lembram-se daquele convicto: "... não é culpado de nada!"

Como prémio até lhe coube uma referência elogiosa no Facebook.

José Matos Correia. Um nome a reter nesta novela. E noutras.

2012-05-20

Deixem-me adivinhar


Passos chega dos Estados Unidos e no seu primeiro comentário sobre o assunto dirá exatamente isto.

O silêncio entretanto instalado na coligação é de todos menos dos inocentes...

E tal como relativamente ao "caso das secretas" (do qual este é uma decorrência, ou melhor uma escorrência) irá reiterar a sua confiança política no ministro.

Ele pode ter toda a confiança.

Nós é que já não temos nenhuma.

2012-05-06

Maus hábitos

Foi em frente a trabalhadores sociais democratas que Pedro Passos Coelho começou o dia do trabalhador a apelar ao "realismo". Avisando que "temos de estar preparados para viver durante pelo menos dois ou três anos com níveis de desemprego a que não estávamos habituados", o primeiro ministro ainda deixou outro alerta: em 2013, o grande ministério será "o da dívida pública, mas de 7.5 mil milhões de euros". 

Em matéria de hábitos e empregos o que ele se esqueceu de dizer é que está a viver uma situação à qual não está habituado. Não é?

2012-05-05

A plausibilidade


Pedro Passos Coelho começa a perder rapidamente a confiança dos cidadãos que nele a depositaram, a dureza das medidas (e das que aí vêm) os portugueses acham que são improvisadas, apressadas e ditadas pela Sr.ª Merkel e pelos mercados, estão estupefactos como se diz uma coisa num dia e faz outra no dia seguinte, sem dar uma explicação plausível, sem nos convencer que não passa de uma lamentável improvisação, e não de um processo estudado e devidamente elaborado.