2014-12-09

Operação Marquês: 'Tudo indicia aproveitamento político'



Da entrevista de Paulo Ralha, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, à Visão , reproduz-se breves passagens:
Os inspetores tributários deixariam de ter acesso às escutas?

Atualmente, eles não têm apenas acesso às escutas, eles fazem escutas! Com a proposta do Governo, deixariam de fazer.



Relaciona o surgimento dessa proposta com notícias sobre o caso Tecnoforma, envolvendo o primeiro-ministro, por exemplo?

Tem a ver com o facto de Pedro Passos Coelho ter sido apanhado nas escutas. Quando o assunto chegou aí a reação foi: "Alto e para o baile, isto não pode acontecer."



(…)



Tendo em conta a envergadura das ações e o elevado número de agentes tributários envolvidos, a Operação Marquês teria sido possível sem carta branca da secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais?

O DCIAP tem competência para decidir sozinho. Mas se me pergunta se o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais teve ou não conhecimento é outra história. Tudo indicia aproveitamento político. Foi a primeira vez que a Autoridade Tributária e Aduaneira efetuou prisões. Não foi chamada a PJ, o que seria normal. É uma situação anómala. Nestes moldes, é inédita.


Fonte: http://ift.tt/1B1Wy9h

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